segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quando a vida não flúi

Têm momentos na nossa vida em que ela fica parada de cabeça para baixo, como a carta O Dependurado. E agora o que fazer? Para onde ir. Qual é o meu caminho? Porque a minha vida não anda? São tantas as perguntas que fazemos a nos mesmos, perguntas em que reflectimos na esperança de encontrar uma resposta. Procuramos a luz no nosso caminho, não baixamos os braços nem perdemos a esperança de que amanhã tudo será mais claro, de que amanhã saberemos exactamente para onde ir, o que fazer, e entretanto lá nos vamos mantendo de cabeça para baixo dependurados nas pequenas questões diárias que nos levam a ficar temporariamente parados no caminho. E nada acontece e mais um dia passa, um dia que não podemos recuperar, e as dúvidas permanecem. Estou farta! Já chega! Recuso-me a ficar assim por mais tempo, quero e vou encontrar o meu caminho, tomar a minha direcção, dirigir a minha vida, os meus pensamentos, as minhas acções para algo concreto. Sim vou tomar o carro da vida com segurança, seguindo o meu coração irei encontrar uma luz que me guie. Sim! Serei mais confiante e determinada, ninguém me vai parar, vou procurar dentro de mim a força de que preciso , recuso-me, recuso-me, recuso-me a ficar parada nesse caminho. Vou olhar a cada momento e em cada situação por outro ponto de vista, vou procurar todas as saídas, vou olhar mais atentamente, as vezes basta nos colocarmos noutra posição, ver de outras maneiras, só não vale ficar parada Gabriela

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